domingo, setembro 17, 2006

Am I that good?

Às vezes tudo parece correr tão bem. O caminho parece estar tão claro. Não poderia ser melhor.

O melhor e o pior. Dois inimigos que no fim do dia se juntam para beber e brindar.

O que aflige é: "será que o pé é firme?". Uma pisada errada pode fazer tudo se perder, torcer o tornozelo talvez. O que é melhor vira pior.

Talvez seja neurose. Coisas de uma mente tola, num mundo tolo... Talvez não.

Talvez, na verdade, a resposta não importe. Isso que nos leva a acreditar que não vale a pena perguntar.

O que é errado e o que é certo? O que é o bem e o que é o mal?

A resposta a essas perguntas vem naturalmente quando temos a resposta a pergunta "o que você quer?"

As pessoas tem valores diferentes (e tão parecidos!), mas todas elas buscam a mesma coisa: seus objetivos, seus desejos... o que lhes parece melhor.

Mas vejam que ironia, e se o melhor for o pior? E se o pior for o melhor? E se tiver que chorar pra aprender? E se tiver que aprender a chorar? E se por chorar o amor voltar? E se por voltar tudo acabar? E se não acabar?

Eu sou quem sou. Faço o meu melhor. Bom e ruim. Julgue-me. Se ao mundo eu decepcionar perdoe-me... não sei quem sou.

(mas sei o que quero)

sexta-feira, março 17, 2006

Liberdade, abre as asas sobre nós...

Ahhh a liberdade... percorrer o mundo sem destino, comer a hora que quiser, o que quiser. Falar tudo o que vier na mente... mente livre. Livremente por ai.

Você ainda acredita nisso? Dá pra acreditar que você pode realmente fazer o que quiser, quando e onde quiser?

Ela acabou virando um item vendido nas prateleiras do mercado. Ao lado das garrafas de dois litros e meio de coca-cola. E assim como qualquer outro produto, quanto mais se paga mais você leva.

É mais uma daquelas coisas que aprendemos com o tempo. Quando pequenos pensamos: "Quando for mais velho farei...". O tempo passa, passa e agente fica mais velho, mas "ops" não é possível completar a sua chamada... Descobre-se o valor do dinheiro.

Pra sair, curtir, viajar, namorar, beber, comer e infinitos outros verbos. Todos eles requerem dinheiro. E dinheiro requer tempo. E o tempo passa, passa e não vemos, ou fingimos que não vemos. E quando esbarramos no fim e olhamos pra trás... onde está a liberdade que prometeram?

Faça suas economias, a inflação é cada vez mais alta, os juros sobem, o petróleo fica mais caro e com ele todos os seus derivados... inclusive essa tal liberdade.

domingo, março 12, 2006

Novos Horizontes

Reformando a casa...


News soon.

domingo, fevereiro 05, 2006

Vozes

Vozes cada vez mais distantes. Perdidas no meio de novos sons.

As vozes que estavam lá dia após dia não estão mais. Onde foram parar? Pra onde foram tantas músicas que não se ouvem mais, expressões, manias e sotaques.

Onde foi parar o meu "s" com som de "x"? Perdeu-se por aí?

Falta o passado, sobra o presente e o futuro dá medo. Estranho, antigamente eu sabia exatamente o que fazer.

O tempo passa, tudo passa. E agente vai vendo que conto de fadas é uma marca registrada da Disney, e que as nuvens não são de algodão.

O mundo não é como queremos que seja. Se é que sabemos o que queremos. Só resta engolir o choro e viver. Com novas vozes e novos sons. Nem melhores e nem piores, apenas diferentes. Provavelmente um dia eles estarão distantes também, como fotos em preto e branco, velhas, distorcidas, sujas, amassadas... diferentes da nossa memória.

Engraçado como damos mais valor as fotos em preto e branco, não?


Fev/2006 - Joinville - Santa Catarina

quinta-feira, janeiro 26, 2006

Sobre Asas

Todos nós nascemos com asas. Poucos aprendem a usá-las.
Alguns passam a vida toda olhando pro céu esperando a hora certa, que nunca chega. Outros tentam, tentam e tentam, sem sucesso, voar.

Voar, ser feliz, viver a vida plenamente e da melhor maneira... da maneira que quisermos.
É fato que nem mesmo as mais habilidosas águias nasceram voando, porém cairam algumas vezes antes de voar.

Sabe, algumas vezes eu imagino que temos realmente uma asa só.
Mas ei? Apenas uma asa? Ninguem voa com apenas uma asa!

Pois é, ninguém voa com apenas uma asa. Mas se dermos a mão a alguem, teremos duas asas. E assim poderemos voar. Somente assim. Vôo com alguem que você ama, soa bonito não?



Quantas asas você tem?

Voe. ;*~

sexta-feira, janeiro 20, 2006

Decolar ( por Fabrício Yuri )

A posição de decolar é desconfortável.
O cinto aperta. A cadeira fica pequena.
Pelo auto-falante, a gente descobre
que a hora está chegando.

Eventualmente, tem contagem.
Regressiva. Rumo ao céu.
Que, na verdade, não é o limite.

O limite é o céu do sonho.

A turbina liga. A contagem acaba.
A sensação de desconforto sai.
Entra o êxtase.
O desespero contentador.

Rumo ao céu. É hora de partir.
Os laços. Com a terra e os terrenos.
De repartir as lágrimas.
E, a partir dos sorrisos,
Rumo ao limite.

O céu do sonho é o limite.

E o desconforto do céu.
E a glória do alto.
A certeza de buscar.
O quê? Quem sabe...
E para quê?
O que importa...

O sonho é o limite do céu


por Fabrício Yuri - http://casavazia.blogger.com.br/ - 20/01/2006

PS: Perfeito.

R$1,99 é pouco , R$2,00 é muito caro

Um cursor pisca na minha tela, esperando que eu digite minhas idéias e pensamentos.

Afinal pra que digitá-los? Se mudam tanto. É controverso colocar no papel uma imagem da realidade que não é real. Ou pelo menos não é mais.

O mundo da tantas volta... as pessoas mudam, os cachorros mudam, os programas de tv mudam. E nem sempre pra melhor.

Nesses 20 anos muita coisa mudou. Muitas caras sumiram, muitas apareceram, e muitas idéias mudaram.

As vezes olho pra trás e vejo quanta coisa ficou pelo caminho, as coisas poderiam ter sido muito diferentes, talvez apenas com algumas palavras, algum ato.

Não que o "hoje" não seja bom... mas não poderia ser melhor? Talvez não.

Melhor é pensar que vivemos no "melhor", pois é o que temos, e não podemos mais mudar o passado. Porém podemos mudar o futuro... mas hey, desde quando alguem sabe o que é o melhor?



Sabe... às vezes tudo muda e continua tudo no mesmo lugar. Às vezes não.





O quarto continua escuro...

quarta-feira, janeiro 18, 2006

A montanha