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Há no mundo um lugar onde tudo é bom, todos são felizes, onde ser humano é regra e não exceção. Onde o quem faz o mocinho sempre ganha. Onde os campos são verdes e a tecnologia é limpa. Onde comida sobra, e as doenças mortais são tão raras que viram lendas.
Deve haver no mundo um lugar em que o sorriso esta presente em cada dia. Em que o olhar das pessoas é sempre brilhante. E que a esperança é inexistente, não porque as pessoas não a queiram ter, mas simplesmente porque falta necessidade de tê-la, pois tamanha é a alegria e fartura.
Será que há algum lugar no mundo em que todos conseguem se olhar e ver não um monte de átomos unidos, mas sim um ser humano? Em que os sentimentos estão acima de tudo, e a razão é um complemento, não um veneno.
Não deve existir um lugar em que eu possa caminhar todas as manhãs e me alegrar por estar vivo, me alegrar ao olhar todos felizes ao meu redor, por ver que o ar é limpo e que o sol está brilhando. Pois vivo no melhor dos mundos. Não... não deve haver nenhum lugar assim...
Olhe pela sua janela... o mundo que temos é esse. Tanto sofrimento, tanta agonia, inveja, egoísmo... tanta coisa errada, tanta coisa certa...
É pode não ser o mundo perfeito, mas é o mundo que temos... e se é o único que temos, é o melhor dos mundos.
De qualquer maneira a porta lá de casa é bem resistente, o mundo fica lá fora.
A esperança continua sendo a última que morre. Em todos os sentidos.
Um comentário:
Gostei do seu estilo literário. E acima de tudo de sua esperança...
Abraço, Alessandro.
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